A luta será a resposta <br>dos estudantes
Intensificando o ataque às conquistas de Abril, o Governo quer cortar 14 milhões de euros nas verbas atribuídas ao Ensino Superior no Orçamento do Estado do próximo ano.
A educação é um dos principais pilares da sociedade
«A desresponsabilização pelo financiamento da Educação já ditou uma diminuição de mais de 200 milhões de euros desde 2005, condenou as instituições à degradação das suas condições materiais e humanas e empurrou milhares de jovens para fora do Ensino Superior» acusa o Secretariado da Direcção Central do Ensino Superior da JCP, desmascarando que «a crise tem sido a oportunidade para justificar a governação ruinosa que PSD e CDS protagonizam com o consentimento cobarde do PS».
Em nota de imprensa, os jovens comunistas afirmam que a Educação é «um dos principais pilares da sociedade» e que a «destruição desse valor condena o País à desgraça e ao retrocesso». «O subfinanciamento perpetrado pelos sucessivos governos intensificará os problemas que já hoje se sentem: menos professores, menos funcionários, menos condições materiais, mais despesas, taxas e emolumentos a cargo dos estudantes, mais jovens a abandonar o Ensino Superior», critica a JCP, antevendo que, «com a continuação e agravamento do sub-financiamento, vários cursos e mesmo escolas inteiras ficam em risco de encerrar, e outras vêem-se forçadas a reduzir vagas de vários cursos, tornando o acesso ainda mais limitado».
Sobre a «racionalização de recursos», a «reformulação da oferta formativa» e a «reorganização da rede» defendida pelo Ministério da Educação e da Ciência, a JCP contrapõe com a verdade dos objectivos: «asfixia das escolas e, portanto, a deterioração das suas condições», «aprofundamento do Processo de Bolonha e com ele a restrição dos planos curriculares e a ruína da qualidade dos cursos» e «encerramento de escolas e institutos politécnicos e a fusão de alguns».
«Esta não é escola que queremos, este não é o País que queremos. O Governo não serve os interesses dos jovens e do povo. É urgente e necessária a sua demissão», reclamam os jovens comunistas, prometendo continuar a exigir «a efectivação da Educação como descrita na Constituição, por um ensino público, democrático, gratuito e de qualidade».